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Campinas (SP) - No dia 7 de outubro a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) realizou formatura alusiva ao Dia do Quadro Complementar de Oficiais (QCO), reverenciando o seu patrono, a heroína brasileira da Independência do Brasil,  Cadete Maria Quitéria.
O QCO incorpora profissionais nas áreas de Administração, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Direito, Enfermagem, Informática, Magistério, Pedagogia, Psicologia e Veterinária, os quais compartilham, com os demais integrantes da Força, os esforços desenvolvidos em prol do assessoramento no cumprimento da missão do Exército.
Na EsPCEx, o QCO realiza um trabalho fundamental na formação dos alunos e no cumprimento das diversas missões da escola, compondo boa parte do efetivo de professores, psicólogos e assessoria jurídica.
Estiveram em posição de destaques no palanque, os militares promovidos à graduação de 3º Sargento e o 2º Sargento Cordeiro, que se despede do serviço ativo após mais de 30 anos de serviço ativo.

Quem foi Maria Quitéria?
Em 1822, sob o ideal de liberdade, o Recôncavo Baiano lutava contra o dominador português que se negava a reconhecer a Independência do Brasil, surge a figura de Maria Quitéria. A necessidade de efetivos fez com que a Junta Conciliadora de Defesa, sediada em Cachoeira-BA, conclamasse os habitantes da região a se alistarem para combater os portugueses.
Maria Quitéria, uma humilde sertaneja baiana, atendeu ao chamado, motivada pelos ideais de liberdade que envolviam seus conterrâneos. Ante a posição contrária do pai, foge de casa e, com o uniforme de um cunhado, incorpora-se inicialmente ao Corpo de Artilharia e, posteriormente, ao de Caçadores, com nome de Soldado Medeiros. O seu batismo de fogo ocorre em combate na foz do rio Paraguaçu, ocasião em que ficam evidenciados seu heroísmo invulgar e sua real identidade.
Em fins de 1822, a intrépida baiana, já com saiote tipo "highlander escocês" sobre o uniforme militar, incorpora-se ao Batalhão dos Voluntários de D. Pedro I, tornando-se, desse modo, oficialmente, a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar, em terras brasileiras.
De armas na mão, participando de combates como o da Pituba e o de Itapuã, torna-se merecedora das mais honrosas citações de bravura, valor e intrepidez, passando a constituir-se em referência do heroísmo da mulher brasileira.
Finda a campanha baiana, Maria Quitéria embarca para o Rio de Janeiro.
A sua presença na Corte é cercada de muito respeito, em face da fama de sua coragem e da grande curiosidade decorrente das características de seu uniforme, por demais ousado para a época.
No dia 20 de agosto de 1823, D. Pedro I confere à gloriosa guerreira a honra de recebê-la em audiência especial. Sabedor da bravura e da maneira correta com que sempre se portara entre a soldadesca, num gesto de profunda admiração, concede-lhe o soldo de "Alferes de linha" e a condecoração de "Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro", em reconhecimento à bravura e à coragem com que lutara contra os inimigos da Pátria.
Maria Quitéria, no entanto, não se deixou levar pela vaidade e pelo fulgor da glória que conquistara. Depois de encerrada a guerra, a heroína recolheu-se ao silêncio do lar, falecendo no dia 21 de agosto de 1853, num "doloroso anonimato".


Fotos:  Agência EsPCEx

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